domingo, 26 de setembro de 2010

1º Encontro Dialogando sobre o ECA com a Imprensa

No dia 21 de setembro, o Ministério Publico do Estado, por meio das Promotorias de Infância e Juventude, promoveu o “1º Encontro Dialogando sobre o ECA com a Imprensa”, no qual foi discutida a abordagem que os jornalistas dão as crianças e jovens em suas matérias.

Com o objetivo de esclarecer, os profissionais a respeito do ECA, o Promotor de Justiça Carlos Eugenio R. Salgado dos Santos assegurou que, a responsabilidade pela criança é da família, da sociedade e Estado, e a prioridade da criança e do adolescente é constitucionalmente reconhecida, “mas é claro que essa prioridade absoluta deve ser ponderada, pensada com bom senso, pois algumas situações devem ser pensadas para configurar essa prioridade.”


O Sistema de Garantia de Diretos da Criança e do Adolescente é formado por um conjunto de pessoas e instituições que atuam para efetivar os direitos infanto-juvenil, esse sistema trabalha com três eixos:


• Promoção: Formulação de políticas publicas, de responsabilidade do Estado
• Defesa: responsabilidade da família, sociedade e Estado
• Controle social: espaço da sociedade civil articulada em fóruns /frentes com a finalidade de preservar e fiscalizar os direitos legais.


Segundo Vânia Torres, Coordenadora Adjunta do Curso de Comunicação da UNAMA, “os relatos históricos e jornalísticos estão impregnados de subjetividades”, uma vez que as narrativas são produtos culturais inseridos em um contexto histórico, o desafio do jornalista é tentar mostrar o todo a partir de recortes da realidade. “As fontes fáceis nos ajudam na correria do dia-a-dia, por isso acabamos ouvindo sempre as mesmas pessoas. Nós sempre ouvimos o Governo e nunca a ONG.”


Segundo a Revista “Infância e adolescência na pauta da Mídia” da agencia UNAMA, em 24% dos jornais analisados a criança e o adolescente aparece nos jornais com a temática violência. O ECA tem encontrado muitos problemas em relação ao tratamento dado as criança e adolescentes pelos jornalistas, dai a necessidade do encontro. Vânia foi enfática ao dizer que, “para muita gente direitos humanos é coisa de minorias, coisa de preso; esse reducionismo acaba impossibilitando a transição da informação adequada.”


Para Ioná Silva de Souza, Coordenadora das Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude, “é muito fácil culpabilizar e criminalizar a infância e a juventude, difícil é repensar a situação das crianças. Isso acirra o caos social em que a gente ta se afundado”. Ai que o Ministério Publico precisa do auxilio dos meios de comunicação, pois só se fala das conseqüências e não das causas dessas situações, “os meios de comunicação tem que apurar como esta sendo o resultado dentro do processo sócio-educativo.”


A verdade é que somente a partir de iniciativas como essa do Ministério Publico que tanto a imprensa como a sociedade vão repensar a modo como lidamos com isso, pois a solução não é a punição, mas a resposta adequada aos atos, e somos nós sociedade que estamos produzindo essa violência.


Mais informações:
SINJOR: http://www.jornalistasdopara.com.br/site/home.html
MPE:http://www.mp.pa.gov.br/not100917_00


Desculpem mais uma vez pelo atraso, mas eu estava estudando a Teoria dos Efeitos Limitados pra apresentar na aula de Teorias de Comunicação.


Obrigada pela compreensão.

3 comentários:

  1. Débora, os seus textos são realmente muito bons. Vc será uma excelente jornalista!

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  2. A complexidade do assunto foi bem abordada. Bom texto. Claro e informativo.

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  3. Foto da Assessoria de Comunicação do Ministerio Publico do Estado

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