quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Teoria critica em ação.wmv



Trabalho feito para a disciplina Teorias da Comunicação, da professora Celia Amorin, no 2° semestre de Jornalismo na UFPA. Seu objetivo era mostrar a importancia da teoria critica, e fazer a critica a ela. Trabalho realizado com Joice Ribeiro, João Batista, Juliana Angelin, Fernanda Libdy, Landara Mendes, Tiago Santos, e com os nossos agradecimentos à Edge Veniale que terminou de editar e finalizar tudo o nosso trabalho. Obrigada Edge.


Link do video no You Tube:
http://www.youtube.com/user/DebbCabral?feature=mhum#p/a/u/0/Zvh55Mam2ik

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Porque é necessário respeitar as leis na escola?

A jovem escritora, minha irmã, Dalissa 
Cabral
Assim como milhões de pessoas, eu tambem vou à escola, e que o objetivo maior é aprender todo mundo sabe, mas o que adianta aprender se não respeitar as coisas?

Horarios, modo de se vestir, é tudo para nos fazer entender que temos que viver em regras para termos o equilibrio social. Temos que ter o bom senso nessas horas; o uso do boné é proibido porque a escola acha que quem usa é bagunceiro(a), que não respeita o ambiente escolar, mas as vezes é só questão de estilo como diz a entrevistada Deborah Rabelo quando é questionada sobre o uso do boné, "é uma questão de mostrar seus estilo".

Se a escola conversasse sobre o uso do boné talvez os alunos entendessem  porque a a escola não quer.

O boné não é a unica queixa da escola, como mostra o texto "Regras, sim!" e Alanna Della Nina, o texto diz que aparelhos com musicas e as "namoradinhas" são uns dos campeões de queixas pelos professores, atrapalham as aulas e causa das quedas de rendimento escolar.

Não  vejo nenhum problema no uso do boné ou outro assessorio, claro que não passe dos limites; e com uma boa conversa, com certeza chegaremos a um concenso.

Dalissa Cabral Rabelo
 

Ps: Gente a Dalissa Cabral é minha irmã e esse texto ela fez na escola dela a pedido da Professora Ercilina Martins, eu gostei do texto e publiquei, tambem queria parabenizar pela iniciativa da professora de debater esse assunto, em que na maioria das vezes só é imposto ao aluno a vontade da escola.

Ps2: O texto referido é da Revista Yesteen, eu tentei contato com a revista para obter as informações sobre o texto já que a minha irmã só tinha a copia da pagina que foi entregue em sala de aula, mas ninguem me respondeu, então não sei o ano nem a edição que saiu. Mas quem quiser pode entrar em contato comigo via email que eu mando uma copia.

Blog da Escola Augusto Olimpio onde ela estuda:
http://blogandocomoaugustoolimpio.blogspot.com/

terça-feira, 16 de novembro de 2010

1° Semana de Comunicação do Lar de Maria: "A comunicação e o 3° setor: praticas e responsabilidade social" (2° e 3° dia)

O segundo dia teve como enforque a Responsabilidade Social do Jornalista, e contou com a participação de Luiza, assistente social do Departamento de Promoção Social do Lar de Maria, que apresentou os trabalhos da instituição, que visa a inclusão social, solidariedade, respeito à diversidade e educação integral. Assim segundo ela, o Lar de Maria se configura nos seus 63 anos, como uma entidade espírita que utiliza “a religião como uma forma de se expressar”, onde “a criança não é só aquele ser cognitivo que está lá para aprender alguma coisa e sair repetindo tudo o que ouve”, mas o sujeito que tem voz e opiniões próprias.

Eduardo Rocha, jornalista da FUNTELPA e do jornal O Liberal, ressaltou a importância do diploma do jornalista, mas frisou que “a formação deve ser universitária e social”, pois “temos que aprender a pensar senão acabamos repetindo discursos, e cada termo que a gente usa fortalece um estereotipo”. O profissional que vai trabalhar com a sociedade civil organizada, tem que entender as varias nuances das questões, e não apenas ficar querendo a todo custo fazer a matéria para vender muito jornal.

José Audarte, assessor de imprensa da Radio Margarida, falou do espaço do 3° setor na mídia, sobre a falta de visibilidade ele argumentou, “nós do 3° setor reclamamos muito que não temos espaço na mídia, mas nós não sabemos cavar esses espaços”, ele falou ainda da relação com o jornalista que dá voz as ONGs, “se no meio social, no meio das ONGs, a gente consegui identificar um jornalista que trabalha com o 3° setor, ele é valorizado”. “O 3° setor ele pode, e é campo de trabalho para o jornalista”. O que muita gente, inclusive os profissionais da comunicação desconhece.

A programação encerrou com a palestra de Ramon Barros, Diretor Administrativo e Financeiro Voluntario do Lar de Maria e do Grupo Renascer, que discutiu a Responsabilidade Social e o 3° setor, frisando que “é importante que uma ONG tenha co-participação com o Estado, e nunca fazer o seu papel”. E quando se trata de obter parcerias com empresas privadas, as vontades da empresa nunca devem se sobrepor ao ideal de trabalho das ONGs, pois segundo ele “é responsabilidade nossa (dos gestores) dizer sim ou não para o Estado e para as empresas e não nos deixarmos ser levados por suas vontades”.

Assim a 1° Semana de Comunicação do Lar de Maria se configurou como uma iniciativa para que a sociedade reconheça e valorize as empresas, os jornalistas e as ONGs que são fieis a ética no seu trabalho, e apóie ações como essa de colocar em debate a responsabilidade social, que é algo que diz respeito a todos nós.

Clique na Imagem para ir para o site do Lar de Maria.

Link do site da Radio Margarida 
http://www.radiomargarida.org.br

1° Semana de Comunicação do Lar de Maria: "A comunicação e o 3° setor: praticas e responsabilidade social" (1° dia)

Com o objetivo de estimular o debate entre a comunicação e o 3° setor (ONGs). A Associação Assistencial Espirita Lar de Maria, promoveu no periodo de 8 a 12 de novembro a 1° Semana de Comunicação do Lar de Maria, que teve como tema, "A comunicação e o 3° setor: praticas e responsabilidade social".

O terceiro setor surgiu quando o poder publico não conseguiu dar mais conta de atender as necessidades da população. Rosana Barros do Grupo de Apoio à Adoção Renascer, que é resultado de um movimento nacional, frisou a necessidade de espaço na midia para que se possa enfrentar os mitos e preconceitos que giram em torno da adoção: "claro que o espaço na midia é muito importante para que a gente possa criar uma nova cultura em torno da adoção". O Renascer sente as dificulades do contato maior com os profissionais da comunicação, eles tentam manter seu site, mas não tem um comunicólogo voluntario com conhecimento na area, além disso não dispôe de uma sede propria, funcionando no Lar de Maria.

O Movimento Republica de Emaús também esteve representado atraves de Jaqueline Almeida do CEDECA, que trabalha para que os direito das crianças e adolescentes sejam respeitados e o ECA seja cumprido. Para que isso se realize, o dialogo com a imprensa é fundamental, para que todos, inclusive a propria imprensa, não trate a criança ou adolescente como inferior; eles são Sujeitos de Direito, com direito a comunicação e a participação, "se a linguagem é inerente do ser humano, a comunicação é uma condição de todos, portanto um direito humano".

Alberto Muller coordena em Barcarena o Projeto Social “Bola pra frente, educação pra gente”, da ALUNORTE, que atende as necessidades da comunidade de Barcarena, e proporciona aos jovens a oportunidade de participar de um torneio de futebol na Noruega, além de sociabilização e troca de experiências. Ele ressaltou a importância de se trabalhar com a família da criança, para que em casa se tenha a continuidade do que é trabalhado no projeto, pois “de forma alguma você vai mudar o ser humano se ele não quiser mudar, e esse alerta tem que nascer do berço e da escola”.

Iniciativas como essa fazem toda a diferença e necessitam de maior visibilidade na mídia. A ONG No Olhar trabalha com reciclagem de produtos e geração de renda, mas segundo Leandro Brito, assessor de imprensa da ONG, eles sentem uma carência de espaço para mostrar seus trabalhos, e com isso de conseguir novos parceiros, pois “algumas empresas se interessam e outras não”, e muitas desconhecem a iniciativa da ONG pela falta de foco da mídia em trabalhos desse tipo.

A segunda mesa contou com a participação de Roberto Moreira, professor do curso de Comunicação Social da UNAMA, que discutiu o ensino da comunicação e a relação com o 3° setor. Ele ressaltou a necessidade de um profissional da comunicação em ONGs, para que esse comunicador possa articular meios de maior divulgação do trabalho da ONG, para maior captação de recursos, e principalmente para que a comunidade saiba o que esta se passando. Mas “na maioria das organizações do 3° setor a comunicação ainda é menor que o ideal” principalmente porque o 3° setor interage com vários públicos, e isso é crucial.

O 3° setor tem que planejar, para isso precisa de um profissional de comunicação fazendo o plano de comunicação daquela ONG, para isso é necessário que o profissional da comunicação que trabalhe com as ONGs esteja diretamente comprometido com a causa, que deve ser aprendido desde a formação universitária do jornalista.


Clique na Imagem para ir para o site do Lar de Maria.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Falta de vagas em asilos públicos de Belém

“Nós aqui no Pará estamos carentes de casas geriátricas, hotéis geriátricos e pousadas geriátricas, em Belém só tem uma casa geriátrica em que o idoso é atendido com dignidade, que é o Pão de Santo Antônio, as outras são deficientes de tudo”, essas são as palavras de Clívia Afonso, 74 anos, paraense, que procurou no Brasil inteiro um lugar decente no qual pudesse viver tranquila com seu marido Amindas Afonso, que tem Mal de Alzheimer, e acabou por ficar em Belém a pedido dele. Mas sentiu a necessidade que há de Entidades de Acolhimento do Idoso.


No dia 1º de outubro foi o dia Internacional e Nacional do Idoso, mas em Belém não houve muito que comemorar nesse dia. O número de Instituições de Longa Permanência para Idosos do Estado é hoje insuficiente para a crescente demanda. Com listas de espera enormes e sem a qualidade de vida e a atenção necessária, muitas pessoas de idade não têm outra saída que não seja recorrer a instituições particulares. Belém conta hoje com três instituições de longa permanência para idosos (nome correto dos asilos), sendo eles o Pão de Santo Antônio, que é particular, o Abrigo Lar da Providência e a Casa Socorro Gabriel, ambas mantidas pelo Estado.

Segundo Valéria Sagica, assistente social do Pão de Santo Antônio, há três situações hoje de entrada na instituição: espontâneo, encaminhamento por orgãos públicos (Ministério Publico, hospitais) e a busca por familiares ou terceiros como vizinhos e amigos; em todos os casos, o idoso passa por uma avaliação clinica e psiquiátrica. Idosos com transtornos mentais ou psicológicos não são aceitos, pois mesmo se tratando de uma instituição particular, o Pão de Santo Antônio não tem estrutura para tratar de casos assim.

O artigo 50 parágrafo 16 do Estatuto do Idoso dá às Entidades de Atendimento ao Idoso o direito de “comunicar ao Ministério Público, para as providências cabíveis, a situação de abandono moral ou material por parte dos familiares”. Quando a família simplesmente “larga” aquele parente por não ter mais condições de cuidar dele ou por que o considera como um fardo, contribui assim para que se repitam hoje as mesmas cenas em hospitais e instituições públicas, com pessoas idosas em macas e cadeiras pelos corredores, maus tratos de funcionários, e escassez de comida e remédios.

Há muitas diferenças no tratamento oferecido ao idoso por uma Entidade pública e uma privada. No Pão de Santo Antônio, por exemplo, os idosos contam com uma boa estrutura não só de moradia, mas psicológica também. Eles pagam uma mensalidade com a própria aposentadoria, recebem visitas freqüentes de seus familiares, têm ao seu dispor uma equipe técnica composta por um clínico geral, professora de educação física, fisioterapeutas, nutricionista e terapeuta ocupacional. Alguns desses profissionais vêm de instituições que disponibilizam os materiais necessários às atividades dos idosos, como a Universidade da Amazônia.

O contrário dessa realidade pode ser vista em Instituições de Longa Permanência públicas, como o Abrigo Socorro Gabriel, localizado na Travessa Padre Eutíquio, no qual a entrevista foi negada. Em instituições como essa, o idoso só é acolhido se realmente não tiver alguém responsável e a estrutura oferecida é precária. Essa é a realidade dos idosos não só no Pará, mas do Brasil inteiro. Pessoas que já trabalharam tanto, já passaram muitas vezes por necessidades, batalharam para educar seus filhos, vivem no final de sua vida à mercê da caridade de uma minoria que se sensibiliza com tal situação.

Mais do que um lugar físico para serem acolhidos, os idosos precisam de afeto. Clívia Afonso, sentiu que no Pão de Santo Antonio o seu marido que tem Mal de Alzheimer obteve uma melhora, pois a comunicação e o bem estar refletiram na sua saúde, como dito por ela, “o ser humano não nasceu pra viver sozinho, aqui no amanhecer você já tem pra quem dar bom dia”.

Matéria feita com Camille Nascimento.
Fotos: Camille Nascimento