terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Há um mês do encerramento, mostra fotográfica sobre o Brasil vira referência na Bélgica


Photo © Maureen Bisilliat

A exposição “Extremos”, inaugurada em outubro em Bruxelas, tem revelado um Brasil de múltiplas caras, cores e formas: que é indígena (com um Yanomami em êxtase ritualístico em foto até então inédita de Claudia Andujar) e ao mesmo tempo  industrial (imagem aérea de Cássio Vasconcelos com dezenas de automóveis perfilados em uma montadora), por exemplo.

Photo © Mestre Julio Santos
A mostra faz parte da 23ª Bienal Europalia, um dos mais famosos eventos de arte e cultura da Europa e do mundo. Dentro da maior exposição de arte brasileira realizada fora do país nas últimas décadas, a fotografia contemporânea brasileira, curada por Guy Veloso e Rosely Nakagawa, tem espaço privilegiado: três galerias no Centro de Belas Artes, o BOZAR, na capital belga, museu onde se concentram as principais exposições do Europalia.


São retratos, instantâneos e fotopinturas que exploram esse Brasil desconhecido por parte dos europeus;fugindo do estereótipo do país de belezas tropicais e festas exuberantes, mas que é como seu povo, singular, simples, cheio de contrastes, contraditório, apaixonante, em uma seleção laboriosamente estudada de imagens de Adenor GondimAnderson SchneiderAndré CyprianoAndre VieiraCarlos Moreira,Cássio VasconcellosClaudia AndujarCristiano MascaroGustavo LacerdaJosé BassitMestre Julio SantosLuiz BragaMaureen Bisilliat, Paula SampaioPedro LoboRicardo Labastier, Thomaz Farkas, Tiago Santana e Walter Firmo.

A mostra “Extremos” fica em exibição até 15 de janeiro de 2012 no Museu BOZAR em Bruxelas e é dedicada a Thomaz Farkas, falecido no inicio de 2011. 

Twitter: @europalia | Sites: www.europalia.be e www.bozar.be

Texto/Assessoria de Imprensa: Deborah Cabral |debbrabelo@gmail.com

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Programa Pense Bem - Plebiscito no Pará


Este programa foi produzido no Laboratório de Radiojornalismo da UFPA, turma de 2010. Seu objetivo é informar o eleitor sobre as questões que envolvem o Plebiscito de Divisão do Pará, e ajuda-lo a votar consciente.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lar de Maria trás palestra de Reinaldo Pontes e show de Juliana Sinimbú em evento beneficente





No dia 26 de novembro, as 19:00h, a Associação Assistencial Espírita Lar de Maria convida a sociedade a participar do evento beneficente “Proteção à Criança”, no Computer Hall, que terá em sua programação a palestra de Reinaldo Pontes e show de Juliana Sinimbú.
 Reinaldo Pontes - Foto: Deborah Cabral
A Casa, que esse ano comemorou 64 anos de trabalhos de Promoção Humana, tem como objetivo a arrecadação de fundos para a revitalização de sua área comercial, assegurando em bases sólidas a ampliação de pessoas atendidas nos seus Projetos Sociais.


Aliado a esse objetivo o Lar de Maria vem mais uma vez ser palco de fóruns importantes, onde os direitos das pessoas menos favorecidas passam ser a tônica de uma proteção mais efetiva, de forma articulada com a rede social afim e com os poderes públicos. Para isso a conferência do Prof. Dr. Reinaldo Pontes é fundamental. Ele que já foi diretor do Departamento de Assistência e Promoção Social da Casa fará a palestra “A Proteção da Criança e o papel dos pais e das instituições”, no qual abordará a temática central do evento, buscando alternativas para a solução dos problemas nos quais a criança não se encontra atendida em nossa sociedade. A cantora paraense Juliana Sinimbú encerrará a noite com músicas marcantes e sua maravilhosa interpretação ao vivo.
Juliana Sinimbú - Foto: divulgação


Na busca constante pela excelência no atendimento às pessoas inscritas nos seus projetos sociais, o Lar de Maria visa, na realização desse evento, ampliar com segurança o universo de pessoas atendidas. A credibilidade de suas ações sociais construídas ao longo de décadas, credencia o Lar de Maria a um destino bem maior na sociedade paraense, no que tange a Assistência Social.


Deborah Cabral
Departamento de Comunicação e Treinamento Lar de Maria


Data: 26 de novembro de 2011
Horário: 19:00h
Investimento: R$ 40,00
Local: Computer Hall (Auditório Solárium)
Endereço: Antônio Barreto nº 1176. Entre 9 de Janeiro e Alcindo Cacela.
Bairro: Umarizal – Belém/PA
Telefone: (91) 3226-2953
Email: lardemaria_pa@hotmail.com
Site: http://www.lardemariapara.org/
Twitter: @lardemaria_pa

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tem paraense saltando para Guadalajara: Entrevista com Rui Marinho

Foto: Satiro Sodre/ CBDA

O garoto que começou saltando sobre serragens na Terra Firme, é uma das promessas do Saltos Ornamentais do Brasil no Pan de Guadalajara.
Com 24 anos, Rui Marinho tem como principais conquistas o Vice-campeonato Sul-americano na Colômbia, a Medalha de Bronze no Circuito Mundial no Canadá, e o Campeonato Brasileiro, todos em 2009.
Em um bate-papo descontraído Rui contou um pouco de sua carreira e falou de suas expectativas para os seus primeiros jogos Pan americanos.


Deborah - Há quanto tempo você pratica o Salto Ornamental?
Rui - Há oito anos. Mas eu  comecei pulando na serragem, antigamente havia muito disso na Terra-firme. E eu me destacava, entao resolvi fazer saltos.

Deborah - Como assim pular serragem? Aquela serragem de madeira? É isso mesmo?
Rui - Sim. Quando eu estiver ai (em Belém) vou te convidar a ir em uma serragem (risos).

Deborah - Eu vou. Só pra ver como que é (risos). E como você passou da serragem pro Salto Ornamental?
Rui - Convite  de um amigo que já fazia, mais fui só pra tomar banho de piscina (risos). Tudo deu certo e hoje eu to na seleção.

Deborah -  Pelo esporte que lugares você já conheceu?
Rui - Muitos lugares. Já disputei na Itália, Estados Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, China, Sérvia e agora o México.

Deborah -  Quando você foi classificado para o Pan, você disse que a sua meta para 2011 estava cumprida. Mas você conseguiu chegar na forma física desejada? Com é o seu treinamento?
Rui - Treino sete horas por dia, e o principal objetivo desse ano é realmente o Pan. Nós nunca estamos preparados, sempre temos um limite a ser alcançado, acredito que ainda falta muito pro limite, mas estou bem concentrado isso e o mais importante.

Deborah - Em julho você e o Hugo Parisi foram eliminados da plataforma sincronizada em Xangai no Mundial de Desportos Aquáticos. Agora na classificação pro Pan, vocês dois tiveram pontuações bem acima do índice estipulado pela Confederação Brasileira. Como você vê isso? São dois extremos do seu desempenho em tão pouco tempo.
Rui - Se nos fizermos a mesma pontuação acredito que pode sair medalha. O Pan tem menos atleta, e  é mais fraco. Vou torcer pra que tudo de certo.


Deborah - Qual a tua expectativa pro Pan? E a da sua familia? Ela acompanha o seu treinamento e campeonatos?
Rui - A gente está com objetivo de medalha no sincronizado. A família não acompanha por que eu moro aqui em Brasilia, mas sempre que sai na TV ou  jornal eles acompanham.


Rui mora e treina em Brasilia, e disputará as provas nos dias 28 e 30 de outubro, no individual e na plataforma sincronizada com Hugo Parisi em Guadalajara.
Mais informações sobre ele e outros atletas dos Saltos Ornamentais da Seleção Brasileira: http://www.cbda.org.br/esporte/saltos-ornamentais

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Programa Conectado


Trabalho da disciplina Introdução ao Radio jornalismo da UFPA.
Foi feita uma pesquisa em campo com uma Rádio Comunitária de Belém, a rádio escolhida foi a Erê FM. Conhecidos rotina, publico e alcance da mesma, foi produzido um piloto de um programa educativo, sendo que ele deveria ser dinâmico e contar com a participação do publico.
Trabalho realizado com Brunella Velloso, Camille Nascimento e Julieth Corrêa, orientação Professora Luciana Miranda.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Brasil dos "extremos" em Bienal na Bélgica

By Luiz Braga
A 23a Bienal Europalia Arts Festival, um dos principais eventos europeus no campo das artes, terá em 2011 o Brasil como país homenageado. São 470 eventos, 300 atrações de música, dança, teatro, circo, artes e eventos de literatura e cinema em mais de 200 espaços culturais da Bélgica e países vizinhos. Estima-se que ultrapasse os 2 milhões de visitantes. Serão 1.700 obras de arte brasileira que vão integrar 13 exposições que irão ocorrer de 04 de outubro de 2011 até 15 de janeiro de 2012. 


O núcleo de Fotografia Contemporânea Brasileira terá o título “Extremos”, curado pelo paraense Guy Veloso e pela paulista Rosely Nakagawa, mostrará em três galerias do Museu Bozar, em Bruxelas, “um país de dimensões continentais, onde opulência e pobreza convivem lado a lado, e os opostos são unidos por um só nome, bandeira e língua”. Retratando e interpretando este universo tão diverso que é o Brasil. 


Os fotógrafos convidados a integrar a mostra são: Adenor GondimAnderson SchneiderAndré CyprianoAndre VieiraCarlos MoreiraCássio VasconcellosClaudia AndujarCristiano MascaroGustavo LacerdaJosé BassitMestre Julio SantosLuiz BragaMaureen Bisilliat, Paula SampaioPedro LoboRicardo LabastierThomaz Farkas (em memória), Tiago Santana e Walter Firmo.

Segundo o curador e também fotógrafo Guy Veloso (que expôs recentemente na XXIX Bienal de SP), "Extremos traz um país divisado pelos contrastes, mas sem fronteiras de criação; investiga a própria atualidade, exercendo leituras de si e do mundo”. 


Twitter: @europalia / Sites: www.europalia.be e www.bozar.be 

Texto: Deborah Cabral

domingo, 28 de agosto de 2011

Guy Veloso está no “III Festival Internacional de Fotografia de Paraná-Entre Ríos”

Com a direção do fotógrafo Eduardo Segura, o “III Festival Internacional de Fotografia de Paraná”, se realizará entre 17 e 25 de setembro de 2011 e contará com obras de fotógrafos da República Dominicana, México, Venezuela, Panamá, Cuba, Espanha, Brasil, Argentina entre outros. O paraense Guy Veloso é o único brasileiro a participar do evento como expositor.

Além das mostras, serão realizadas palestras, debates e aulas destinadas a fotógrafos, artistas e ao público em geral. O Festival foi criado em 2007 pelo fotógrafo e agitador cultural argentino Eduardo Segura, diretor da “Escola da Imagem de Entre Rios”, e é realizado a cada dois anos.

Guy Veloso é um fotógrafo premiado e reconhecido por seu trabalho com a religiosidade popular brasileira. Já teve seu trabalho exibido em vários países e com o recorte inédito “Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo”, pesquisa iniciada em 2002, curada por Rosely Nakagawa, foi convidado
para a 29ª Bienal de São Paulo em 2010.

Em 1999 lançou o livro “Via Láctea”, já na 6ª edição. Participou em 2011 da mostra “Geração 00 – A Nova Fotografia Brasileira" curada por Eder Chiodetto. Possui obras nas coleções Joaquim Paiva/MAM-RJ; Pirelli/MASP e MAM-SP.

Site do fotógrafo: www.guyveloso.com. Blog: http://guyveloso.wordpress.com/

Texto: Deborah Cabral

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Comunicação e tecnologias, convergências da década de 80 na Faculdade de Comunicação da UFPA

Na década de 80, os alunos do curso de comunicação do Brasil se deparavam com uma realidade: a informatização da imprensa. Jornalistas influenciados pela onda americana de informatização trouxeram para o Brasil a discussão sobre como seria o futuro com as novas tecnologias. 

Fotolitagem, máquina de escrever, filme analógico, borracha, papel são termos que ou desconhecemos ou raramente utilizamos, mas que nessa década eram as ferramentas que os jornalistas e publicitários utilizavam para trabalhar.

Falar de computadores nessa época era um papo futurista. Ausência de papel, escrever em uma máquina e ver seu texto aparecer num televisor, ter a total liberdade de construir o texto apenas operando algumas teclas, de maneira limpa. Isso provocou um choque cultural tão forte que alguns jornalistas pensaram em desistir da profissão, hoje se pensa por outros motivos, como a queda do diploma, por exemplo.

E se nas grandes imprensas do Brasil as máquinas, mas especificamente os computadores, estavam causando esse furor por serem as novidades, imagine nas universidades. Nesse período, na Universidade Federal do Pará, em Belém, o furor do novo convergia com relações políticas, de comportamento, e de experimentações.

Em entrevista com Mariano Klautau Filho, fotógrafo, e Mauro Lima, diretor de publicidade da SECOM, buscou-se compreender que percurso foi aquele em que se construiu um curso de comunicação da UFPA na década de 80, e o que era fazer comunicação naquela época. 
Mauro Lima

O curso em termos de novas tecnologias não tinha nada, as ferramentas eram as mesmas para a produção de textos, para a diagramação, “a gente chegou no curso e não tinha nada, o único laboratório que existia lá montado, estruturado minimamente, ela o laboratório de fotografia”, conta Mariano.

O glamour de ser jornalista nem existia, mas mesmo assim a comunicação se fazia, mesmo com dificuldades, nas tentativas e nas experiências.
Experiência é a palavra que rendeu aos alunos de comunicação da UFPA da década de 80 muitas histórias para contar, mas foi a busca por melhorias no curso que fez com que esses alunos se destacassem.

“O meu partido era o curso”, “eu costumava dizer que eu não fazia jornalismo, eu dizia que eu fazia comunicação, porque eu me sentia mais vontade em um campo mais aberto”, “a comunicação agrupava os malucos totais, e eu estava me sentido super bem, as palavras de Mariano, são claras ao dizer que em uma época de engajamento político dos estudantes, a sua luta era por melhores condições na graduação.

 A falta de equipamentos incomodava os alunos, o jovem fotografo e sua turma se sentiam inquietos, tinham que fazer algo, e fizeram. “Na verdade a gente ia a luta mesmo, a gente começou a fazer também algumas coisas na parte de vídeo tudo na raça, a gente não tinha nada”, conta Mauro para o qual participar de um movimento no curso e para a melhoria do curso, foi o mais marcante 

Ele afirma que depois do contato que tiveram com os estudantes da Escola de Comunicações e Artes da USP eles perceberam como deveriam fazer seus protestos e manifestações. O bom humor, a critica, a ironia e a linguagem teatral deram vozes as indignações dos alunos.

É nessa época que surge a Gestão Trampolim do Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFPA, essa Gestão do CACO ficou marcada por ter uma abordagem tresloucada, tinha uma nova forma de fazer política. A influência vinha de todos os cantos, segundo Mauro “as turmas especificas do curso eram muito pequenas mesmo”, os alunos assistiam aulas em turmas de outros cursos, “as turmas eram abertas, e ai eu tive contato com pessoas de direito e de outros cursos”, conta Mariano.

Mariano Klautau Filho
Fazia-se política e fazia-se comunicação, os fazines e jornais circulavam. Textos escritos a mão, datilografados, ou recortes de revistas tornavam-se manifestações. Com edições e técnicas limitadas, mesmo assim se produzia. Como no caso a polemica “Edição do Criolo Doido” do Boca Livre, que falava de maneira aberta sobre “Sexo, drogas e Rock and Rool” dentro da Universidade, e ainda continha uma entrevista exclusiva com Milton Nascimento. O grupo foi acusado de racista pelo nome dado a edição, e também foram chamados de anarquistas sem ao menos saberem o que significava ser anarquista.

A comunicação se fazia presente naquela época, era feita por alunos inquietos que mesmo com poucos meios conseguiam fazê-la. O estudante de comunicação da década de 80 era ativo, através de suas lutas conseguiu que verbas para os laboratórios fossem garantidas.

Mas hoje ainda há porque lutar, na era da informação, a mobilização nas redes sociais acontece de maneira avassaladora. “O campo da comunicação naquele momento servia pra você descobrir o que você queria fazer, e como o é um campo muito amplo, ele te dá muitas ferramentas. No momento em que você entrasse no curso era você que tinha que descobrir o que você queria fazer ali. É um pouco o que hoje nós vivemos, a mídia, a informação em rede, as artes, tá tudo junto, não que seja um bolo só, mas tá tudo interligado.” 

Hoje o estudante de comunicação do mundo contemporâneo deve ser esse individuo que viu no passado o poder que sua voz tem e aliar esse poder as novas tecnologias para que assim o movimento de inquietação se torne de fato coletivo.

Texto: Deborah Cabral e Mara Tavares
Fotos: Mara Tavares

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Jornada Fotográfica - Pinholeday Belém

No último domingo de abril de cada ano, milhares de pessoas em todo o mundo tiram o dia para fotografar com câmeras de orifício. 

O Worldwide Pinhole Photography Day, evento criado em 2001, pelo fotógrafo norte-americano Gregg Kemp, tem Belém como a cidade com o maior número de participantes, superando paises como a França, Canadá, Japão e Argentina. 

A jornada desse ano acontece dia 24, com 12 horas dedicadas a uma grande jornada fotográfica, que tem como tema “Atuacidade”, ou seja, um olhar atual sobre a cidade pela perspectiva da fotografia artesanal. 

A programação segue com as Oficinas de Pinhole, de 21 a 23 de abril, na sede da Fotoativa. Mais informações na sede da Fotoativa, Praça das Mercês, 19, tel: 3225-2754.

Visite o Blog da Fotoativa: http://www.fotoativa.blogger.com.br/

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Minhas fotos do Cordão do Peixe-boi do Arraial do Pavulagem

O Cordão do Peixe-boi  aconteceu no ultimo dia 27 de março, e foi  um dos eventos da programação de 2011 do Instituto Arraial do Pavulagem.

O Instituto Arraial do Pavulagem  atraves cortejo o Cordão do Peixe-Boi vem simbolizar  a preocupação com a floresta, com a degradação ambiental, e com a pesca predatória.

Vale a pena conferir, não só as imagens mas o trabalho Instituto que busca a valorização da  cultura popular e educação ambiental em Belém.


Clique na imagem para ver as fotos no Blog do Arraial do Saber

terça-feira, 5 de abril de 2011

Obra de Landi pode virar Patrimônio Histórico da Humanidade

Paralelo aos eventos do VII Colóquio Luso-Brasileiro de Historia da Arte que começou no dia 04 de abril, a II Reunião Internacional do Fórum de Landi tem como objetivo principal a criação do projeto que irá transformar a obra desse grande arquiteto em Patrimônio Histórico da Humanidade.

Landi é italiano, mas em 1953 veio para a Região Norte do Brasil, e Belém foi a cidade que mais incorporou seus traços arquitetônicos, onde se misturavam o europeu e o Amazônico.Ainda hoje é possível encontrar inúmeras fachadas, prédios e praças concebidas por ele, construídas de maneira que estivessem adaptadas a condição climática da Região Norte.

O VII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte e a II Reunião Internacional do Fórum de Landi, tiveram inicio no dia 04 e vão até dia 08 de abril na Universidade Federal do Pará.

Mais informações no site: http://www.coloquio.ufpa.br/index.htm

terça-feira, 22 de março de 2011

Critica Cinematográfica - O Informante

Ficha Técnica
Título original: (The Insider)
Lançamento: 1999 (EUA)
Direção: Michael Mann
Elenco Principal: Al Pacino, Russell Crowe, Christopher Plummer, Diane Venora.
Duração: 160 min.
Gênero: Drama


O Informante é um filme original, ele mostra a coragem de dois homens que lutam contra os sistemas corporativos, tentando por os interesses sociais acima de seus interesses pessoais.

Instigado pelo jornalista Lowell Bergman (Al Pacino), o ex-executivo da indústria do tabaco Jeffrey Wigand (Russell Crowe), dá uma entrevista polemica ao programa jornalístico “60 minutos”, ele diz que os donos das empresas de tabaco não só sabiam que a nicotina viciava como também aplicavam aditivos químicos ao cigarro, para acentuar seu efeito, contradizendo o que esses executivos haviam afirmado anteriormente em júri.

A iniciativa de denunciar tais informações à população faz com que Wigand perca sua família (sua esposa vai embora com as filhas), sua casa, e sua liberdade, pois é vigiado pelos espiões da Brown & Williamson, a tal empresa contra a qual ele luta.

Mesmo com um acordo de fidelidade, que proibia Wigand de revelar algo sobre a manipulação das fórmulas que aumentavam a dependência nos fumantes, a sua culpa interior, as pressões da Brown & Williamson e o jornalista Bergman, que prometera proteger bem a sua fonte, fizeram com que ele revelasse tudo, na entrevista ao “60 minutos”.

Porem, a emissora americana CBS não transmitiu a entrevista, alegando que as consequências jurídicas poderiam ser fatais. A emissora estava à venda, e comprometer a sua imagem não seria bom, as empresas de cigarro detinham grande poder financeiro, e conseqüentemente político, sobre diversos segmentos da sociedade da época, ou seja, a CBS estava nas mãos da Brown & Williamson. A idéia da grandiosidade dos grupos empresariais é tão evidente que a Brown & Williamson chega ao ponto de comprar a CBS só para que a entrevista não fosse ao ar.

Muito bem construído, o filme trata de questões éticas e interesses pessoais, pois Wigand só decide revelar essas informações porque foi demitido da Brown & Williamson.

A ética também aparece presente na figura de Bergman, que não se rendeu a vontade dos manda-chuvas empresariais, chegando até mesmo a denunciar a CBS a outras emissoras, pois ela escondia uma entrevista de extrema importância.

Com personagens muito bem trabalhados e baseado em uma história real o filme “O Informante” ultrapassa a questão do jornalismo e da duvida de até que ponto se deve ir para mostrar a verdade, ele mostra como essa questão afeta uma vida humana, pois ao envolver família, amor, medo, imobilidade, raiva, segurança, ele ultrapassa o nível ético.

Com a direção assinada por Michael Mann, do sucesso Inimigos Públicos. Esse drama-suspense foi Indicado a sete Oscars, entre eles o de melhor diretor e melhor ator, sendo indicado também a cinco Globos de Ouro.
O filme conseguiu uma boa repercussão, Mann tem uma linha de trabalho bastante eficaz, com um tom documental e uma preocupação com o visual (o filme tem uma fotografia incrível!), não há como não se sufocar com seus personagens obsessivos.

O Informante é sem duvida um filme brilhante.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A oficina Photomorphosis da Fotoativa vem mudando a percepção e o olhar de seus participantes.


Com uma maneira diferente de se iniciar a fotografia, onde o processo e não mais o resultado é priorizado, a oficina Photomorphosis tem levado diversas pessoas a encarar o fazer fotográfico como um exercício de construção da sensibilidade. Ângela Pereira, professora, que participa da oficina passou a observar a fotografia de maneira diferente, sem rótulos de “bonito ou feio”.

A construção e a sensibilização do olhar despertam o interesse dos alunos. Os sentires, fazeres e refletires fotográficos como experiências coletivas transformam os participantes, através de exercícios e jogos que mostram que a linguagem supera os códigos e que a interação humana é o espaço para o fluxo de informações existir. Foi exatamente isso que buscava Marta Cosmo, estudante de artes visuais, ela contou que procurava um local para o diálogo entre pessoas com o mesmo interesse e que isso é importante para o debate e troca de experiências. Ela veio ao curso em busca de conteúdo e novas técnicas, mas acredita que após o início do curso despertou para outras possibilidades e novas experiências com a fotografia.

Numa época em que o ato fotográfico como um fazer de construção sensível da imagem esta sendo esquecido, o pinhole, técnica de construção de câmeras artesanais, conquistou os participantes. A própria linguagem da pinhole, que necessita de um tempo maior de dedicação proporciona uma reflexão diferente, a percepção muda com a literal construção da imagem, a câmera se torna uma extensão do homem, e isso impressiona. Brenda Venina, que é estilista diz, “é incrível como uma coisa tão simples pode registrar uma imagem tão real. O surgimento da imagem é emocionante.”

Ficou interessando?

A Fotoativa está abrindo inscrições para diversas oficinas em 2011, se informe e participe!!!

Blog da Fotoativa:

Siga a Fotoativa no Twitter e fique sabendo das novidades:






quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Estagnação Social e o Atestado de Pobreza

Eu estava meio ocupada (aliais ainda estou) e acabei deixando o Jornaleco desatualizado, mas atendendo a pedidos (é acreditem, tem gente que ler o que eu escrevo e gosta!), meu novo post está aqui. Não queria falar das tragédias das chuvas no sudeste brasileiro, não quero ficar batendo na mesma tecla de todos os jornais. Mas nesse vai e vem de tragédia uma figura me chamou a atenção, a nossa recém-presidente Dilma Roussef que rapidamente se prontificou a ajudar as vitimas (claro né, não faz mais do que a sua obrigação).


A figura da Dilma sempre me lembra a campanha presidencial, e principalmente a sua vitória, que gerou uma onda de insatisfação na internet, principalmente nas redes sociais, em particular no Twitter, devido a um episodio já conhecido nosso entre Sudeste e Nordeste, veja o vídeo para saber do que se trata.


Mas o que vem ao caso é o motivo da onda de insatisfação, que são os programas sociais do Governo Lula que com a vitória de Dilma continuariam a existir. O assistencialismo dado pelo Governo federal a famílias carentes e de baixa renda salarial sempre foi alvo de muitos comentários e debates em várias esferas da sociedade brasileira.

Os auxílios à população carente são para que ela receba o dinheiro e invista em escolarização e qualificação profissional, buscando ascensão social e mais qualidade de vida. Mas isso é exatamente o que a maioria não faz.

Mas que importância tem esses programas sociais e como eles afetam os brasileiros que são beneficiados? Quando o Estado torna-se a fonte da renda familiar acaba fazendo com que as pessoas adotem a idéia de que sempre vão ser sustentadas pelo Governo, acomodam-se nesta situação, desistindo assim de tentar mudar sua situação econômica.
Receber auxílio governamental e não utilizar esse recurso como alavanca para a sua autonomia financeira é como assinar o próprio Atestado de Pobreza.

Ainda há o fato de muitos governantes que usam estes benefícios como armas e estratégias de manipulação eleitoral, conquistando a população desenformada que não deseja o fim de seus recursos, ficando assim presos a determinados candidatos e partidos políticos.

Então fica aqui a dica àquelas pessoas de alguma forma recebem auxilio do Governo Federal, elas devem, portanto promover a sua independência financeira, para que estes auxílios não sejam encarados como esmolas, nem como gastos governamentais, como sempre acontece sempre, mas como investimento social, como tem que ser.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Olhar em Costrução no Diário do Pará

Saiu uma materia no Diario do Pará sobre a exposição, é legal quando o trabalho com a educação e a cultura é valorizado e divulgado.

Peço aqui para que ações educacionais como a que o Museu Casa das 11 Janelas e o Fotografo Valério Silveira se repitam mais vezes.

Os museus devem sempre conversar com a comunidade, devem ser sempre lugares dinamicos e de construção de conhecimento, além é claro da memória.

Parabêns a todos que trabalharam nessa incrivel ação.

Link da Matéria no site do Jornal Diário do Pará:
http://migre.me/3hvDt