sexta-feira, 14 de junho de 2013

Jornaleco -> GatoQueFlutua

Foto: Deborah Cabral
Mudar, nós mudamos todos os dias.
O Jornaleco, este meu antigo blog do Blogspot mudou, deixará de existir com sua ideia inicial de produzir essencialmente noticias e textos sobre assuntos que me interessam em estilo jornalistico para a web.
Agora é o GatoQueFlutua.
Flutuando entre os diversos assuntos e não se limitando ao jornal.
Textos, ensaios, videos, entrevistas, links flutuantes como o pensamento que viaja.
As vezes da vontade de flutuar entre diversos assuntos, conversas, pessoas e situações.
E nada melhor do que o Gato, essa criatura enigmática, para fazer esse passeio.
Pelos seus olhos uma visão do alto, mas de pertinho.
Alguns posts do Jornaleco irão flutuarpelo Gato, porque mudamos e permanecemos ao mesmo tempo.
Bom passeio!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

[Prorrogado até o dia 17 de junho] Prêmio Itaú-Unicef inscreve até sexta-feira

O Prêmio Itaú-Unicef que aponta novos caminhos para tornar realidade o acesso à educação integral das crianças e adolescentes inscreve para a sua 10ª edição até sexta-feira (31).
Ele identifica e premia os bons projetos socioeducativos, ou seja, certifica a qualidade dos serviços. Com isso, organizações que desenvolvem projetos socioeducativos fundamentais para suas comunidades e que são contempladas, têm seus esforços reconhecidos e suas ações servem de exemplo para outras organizações, além de favorecer captação de recursos e a adesão de novos parceiros.
        Nesta edição, todas as organizações que inscreverem seus projetos no Prêmio receberão duas publicações sobre Educação Integral, e os gestores e educadores serão convidados a participar de processos de formação presenciais e a distância. Além disso, os projetos vencedores recebem prêmios em dinheiro.


Podem ser inscritos projetos que desenvolvem ações socioeducativas, de atendimento direto a crianças, adolescentes e jovens, planejados e executados por organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos, constituídas e com sede no território nacional.
O Projeto Educação para a Vida - PROEVI  da Associação Assistencial Espírita Lar de Maria recebeu a certificação do Prêmio Itaú-Unicef nos anos de 2009 e 2011, além do reconhecimento da sociedade para com o trabalho social realizado pela Casa.

* As informações completas, bem como o regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site do Prêmio. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Coletivo Quadro a Quadro lança curtas inéditos no Sesc Boulevard



O coletivo independente de cinema “Quadro a Quadro”, lança na noite dessa quarta-feira (22), no Centro Cultural Sesc Boulevard, dois curtas-metragens inéditos. “Espelho e Silêncio" de Vince Souza e "Fotodramas" de Tiago Freitas serão os destaques, haverá, ainda, a exibição de outras três produções anteriores do grupo, seguidas de um bate-papo com o público. A programação tem inicio às 19h, com entrada franca.
O grupo surgiu em outubro de 2012, e reuniu pessoas que tem como uma paixão em comum o cinema. O objetivo do “Quadro a Quadro” não é só o de apreciar obras cinematográficas, mas de produzir seu próprio conteúdo, além de desenvolver a prática e a reflexão em torno do cinema independente na Amazônia.
Desde então, Rodolfo Mendonça, Rafael Samora, Raquel Minervino, Tiago Freitas, Cássio França, Vince Souza e Marcelo Tavares uniram esforços para a realização e lançamento das três primeiras produções do Quadro a Quadro, “Do Amor”, “Em” e “Entre Portas”.

Cena de 'Em', de Raquel Minervino
Segundo Vince Souza, que lança o inédito “Espelho e Silêncio", a expectativa para o evento é grande. “Dessa vez, além dos três primeiros trabalhos ainda vamos lançar mais dois em um espaço diferente, no Sesc. Vai ser a primeira sessão do Quadro a Quadro sem o Rodolfo, Raquel e Rafael que estão no Rio de Janeiro mas que não saíram do coletivo”, afirma.
O jovem cineasta conta que a dinâmica será a mesma do lançamento dos trabalhos anteriores, “apresentação, exibição dos curtas e logo em segunda um bate-papo com o público”.
Além da formação inicial, que permanece mesmo com integrantes em outro estado, o grupo recebeu nos últimos meses o reforço de mais dois novos integrantes: Lériton Brito, fotógrafo e vídeo maker, e Igor Gurjão, calouro de Cinema e Audiovisual da UFPA.

Filmes que serão exibidos na Mostra:

'Do Amor', de Rodolfo Mendonça
Sinopse: Sem alma cruel, cretino, descarado e filho da mãe.

 'Em', de Raquel Minervino
Sinopse: Livremente inspirado no poema 'O Tempo', de Max Martins, o curta fala do corte sútil, sorrateiro e abrupto que vai sendo tecido a cada pão partilhado. Fala da faca que sempre esteve e sempre estará ansiosa e pungente, por dilacerar os nós.

'Entre Portas', de Rafael Samora
Sinopse: Pesadelos recorrentes atormentam a vida de um jovem. Em uma noite, porém, a lucidez invade o seu sono.

'Espelho e Silêncio' de Vince Souza
Sinopse: Livremente inspirado no texto homônimo de Emanuel Meireles. Sozinho em uma velha casa, um homem convive em um denso silêncio. Entre alguns objetos, um espelho que lhe despertou algo levando a uma danação.

'Fotodramas' de Tiago Freitas
Sinopse: Retratos do cotidiano que apresentam uma proposta de construir e desconstruir conceitos.

SERVIÇO: Coletivo Quadro a Quadro lança curtas inéditos no Sesc Boulevard. Dia 22 de maio, às 19h, no SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523 - em frente à Estação das Docas). Informações: (91) 3224-5305/5654 ; (91) 4005-9584 e sescboulevard@gmail.com . 

terça-feira, 14 de maio de 2013

No clima da Moda - A adaptação climática e social da moda num paralelo entre a Belém de 1897 e a de 2013



Casal paraense vestido à moda européia.
Foto: Fidanza (Acervo Guy Veloso)
Quem conhece Belém sabe o calor é uma de suas marcas registradas. Não temos estações definidas, e o nosso inverno (de dezembro a abril) é o período que mais chove nesta região. A população adapta as tendências da moda mundial ao calor local.

Se hoje a mulher e o homem contemporâneos de Belém podem ir trabalhar de bermuda (dependendo do emprego, claro), em 1897 as coisas eram bem diferentes. Nos jornais como A Folha do Norte e a Província do Pará que circulavam na época, encontrávamos anúncios de luvas, casacos, botas e outros artigos à moda europeia.

A Belém de antigamente era de temperatura um pouco mais amena, pois não tinha o asfalto em brasa cobrindo grande parte da cidade, e nem os enormes edifícios formando ilhas de calor, impedindo que o vento circule.

A polução mais abastada adquiria tecidos importados em lugares como a loja "Paris N'América”, em funcionamento até hoje.

A cultura europeia era importada e artificial, não condizia com a nossa realidade amazônida. Belém era quente e sem infraestrutura, grande parte sua população não tomava banho em locais privados, mas sim, nos espaços públicos, onde estavam localizados poços e fontes, além é claro do litoral banhado pelo rio Guamá.
Moda de rua na Belém atual - Foto: Deborah Cabral

O calor era grande, e a preocupação com a preservação da moral era maior ainda, tanto que Antônio Lemos, (intendente que administrou Belém no período de 1897 a 1910), consolidou a lei municipal de Códigos e Posturas, advertindo, por exemplo, que era “proibido chegar à janela ou porta em traje indecente ou em completa nudez, ou conservar-se em casa em tais condições, de maneira que seja visto pelos transeuntes" (Lei n° 158 de 17 de dezembro de 1897, artigo 128).

A vida privada já era de domínio publico. Mas essa não era a Belém de verdade. Historicamente aculturada e reprimida em virtude da colonização portuguesa, sua população, que é essencialmente cabocla e ribeirinha; após a Cabanagem (movimento popular que levou ao poder os que pediam a total independência da Província), valorizou sua herança cultural.

Hoje, o calor nos limita a alguns modelos de roupas, antigamente a nossa limitação era cultural. Estamos mais bem servidos de lojas que modificam tendências e criam peças especialmente pensadas para a nossa realidade climática. A tecnologia implementada mudou, desde a confecção de tecidos até à adaptação dos mesmos em corte e costura no ato de fazer a peça em questão.

Então, seja se refrescando sob o ar-condicionado, ou aproveitando o verão paraense, nós temos uma identidade própria, um jeito de falar, de agir, de pensar que está impresso nas estampas de nossas roupas e nas cores de nosso povo.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mostra “Fronteira Norte” segue em visitação até maio no Sesc Boulevard


Aberta desde o dia 04 de abril, a mostra fotográfica “Fronteira Norte – aproximando a Amazônia” já contou com a visitação de mais de trezentas pessoas. Seu objetivo é compartilhar com o público algumas histórias, contribuições e experiências do Acervo Fotográfico da Primeira Comissão Demarcadora de Limites – PCDL. A visitação segue até o dia 26 de maio, com entrada franca.
A Primeira Comissão Demarcadora de limites do país foi encarregada por colocar limites nas fronteiras do território nacional com os países do Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. 
As imagens que integram a mostra abrangem as décadas de 1920 a 1970 e fazem parte do livro "Fronteira Norte: demarcando e aproximando a Amazônia”. Além das fotografias, o visitante encontrará equipamentos utilizados durante as missões demarcatórias, contando parte da história construída pelos trabalhadores responsáveis pelo desbravamento, demarcação e definição do território nacional.
Fotos: Acervo da Primeira Comissão Demarcadora de Limites
Segundo o fotógrafo e pesquisador Patrick Pardini, “para a seleção das imagens que compõem a mostra foi levada em conta a sua acuidade artística, uma qualidade propriamente fotográfica (fotografia enquanto linguagem, meio de expressão)”.
            Além da exposição, o visitante pode vir conhecer o acervo permanente do Sesc Boulevard, composto máquinas e equipamento fotográficos de distintas épocas, incluindo as câmeras artesanais (“lambe-lambe”); e esculturas em diversos materiais como bronze, mármore e biscuit, produzidas em sua  maioria entre os séculos XIX e XX.

SERVIÇO: Mostra Fotográfica “Fronteira Norte - Aproximando a Amazônia". Visitação até 26 de maio, das 10 às 21h, no SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523 - em frente à Estação das Docas). Informações: (91) 3224-5305/5654 ; (91) 4005-9584 e sescboulevard@gmail.com . Entrada franca

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Adolescentes do Projeto Despertar para a Cidadania ajudam na revitalização do espaço do projeto



Detalhe da área do projeto revitalizada - Foto: Deborah Cabral
Desde janeiro os trabalhos de revitalização, ampliação e adequação dos espaços usados nos atendimentos dos projetos sociais do Lar de Maria foram intensificados. Extintores de incêndio foram instalados, a parte elétrica foi avaliada, identificações foram feitas, entre outras ações.

Felipe e José Fabrício - Foto: Deborah Cabral
A satisfação foi grande quando dois jovens atendidos pelo Projeto Despertar para a Cidadania que estavam por perto da Casa vieram por conta própria, participar da construção de um espaço que é deles.

Durante quatro dias Felipe Caynã (14 anos) e José Fabrício (13 anos) fizeram trabalhos de pintura simples e com desenho geométrico em espaço dos projetos Educação para a Vida - PROEVI e Despertar para a Cidadania. “A gente estava trabalhando e ao mesmo tempo aprendendo uma profissão”, conta Felipe.

Todos os funcionários da Associação e atendidos do Projeto Despertar souberam da participação voluntária deles. A notícia agregou mais jovens à ação, como Tarcísio e Raíssa que quando souberam da novidade vieram ao Lar de Maria ajudar nos trabalhos.

O arte-educador Benedito Nelson conta que ficou muito feliz com a atitude dos rapazes, pois sempre defendeu a participação voluntária dos atendidos nos trabalhos manuais e artísticos da Casa. “Eles chegaram e disseram que queriam ajudar, e ai a gente começou a trocar ideias sobre como ia ser feita essa pintura”, lembra.

Em sua fala observa-se a importância da construção coletiva na construção do Lar de Maria e na formação social daqueles que passam pela Associação. “É sinal que o trabalho esta sendo bem feito”, conclui.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mesa-redonda sobre gênero, raça e representação negra marca abertura de seminário no IFCH


           O evento é uma realização em conjunto do II Seminário sobre Pesquisas em HIV e do I Seminário sobre gênero e raça na UFPA, que tem como objetivos as trocas cientificas entre pesquisadores, estudantes e profissionais  além de discutir as temáticas de gênero, raça e politicas publicas.

Eleanor Palhano, representante da Casa Brasil África iniciou sua fala sobre os projetos desenvolvidos na UFPA para a raça negra, em especial a Casa Brasil África que realiza estudos internacionais sobre a representação do negro na sociedade. Em sua apresentação traçou um panorama do histórico da Casa e do continente africano. Ressaltou ainda, a necessidade de que mais brasileiros comecem a viajar para os países da África, o que não ocorre atualmente, pois segundo ela há um desinteresse pela história da civilização africana, gerando com isso a reprodução de visões equivocadas sobre o negro. “Nós ainda não superamos esse racismo, temos muito que fazer, e que estudar”, enfatiza.

Cristiane Gonçalves, da UNIFESP falou dos estudos realizados sobre a temática “Juventude, gênero e raça”. Através da apresentação de marcadores sociais que informam e constroem representações de hierarquias e discriminação, ela mostrou os sistemas classificatórios como resultados de produções culturais e históricas. Em sua fala foi possível observar a necessidade de que as politicas públicas sejam estruturadas a partir da compreensão complexa entre marcadores sociais e diferença, e para que isso ocorra de maneira efetiva é fundamental que o conhecimento para a formulação dessas politicas públicas venha a partir dos territórios e dos sujeitos envolvidos.

A psicóloga e professora de psicologia Dorotea Cristo, participante do evento, ressaltou a importância de um seminário como esse e da necessidade de se trabalhar essas questões dentro da universidade. “Você falar de gênero, de relações raciais, temas que a psicologia atualmente vem debatendo é muito importante, pois ai se faz a relação de uma coisa com a outra. Você amplia e não reduz o debate, esse é o diferencial”.

A programação do II Seminário sobre Pesquisas em HIV e I Seminário sobre gênero e raça na UFPA vai até amanhã (22), e inicia às 14h no auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Walcyr Monteiro, preservação e resistência cultural


“É nos velhos contos que o homem poderá reencontrar sua verdadeira identidade, sua identidade mágica. Para isso, deverá sair de sua cristalização intelectual e ultrapassar a concepção do símbolo que, embora energético, não deixa de ser bastante abstrato." (Mario Mercier, 1980)

Escritor brasileiro e jornalista, Walcyr Monteiro alcançou reconhecimento no Brasil e no exterior pelo seu trabalho e pesquisa em torno dos mitos e lendas da Amazônia. Publicou, financiando na maioria das vezes com dinheiro próprio, diversos livros que trazem histórias do imaginário popular. 

Walcyr Monteiro - Foto: Deborah Cabral

Em seus estudos acerca do imaginário amazônico revela que “muita coisa da nossa cultura esta se perdendo”. Com a globalização, o fluxo de pessoas e de informações na Amazônia vem modificando as relações sociais e o modo de vida das pessoas, como no caso do Sul do Pará com a chegada dos Grandes Projetos de exploração mineral. “O Sul do Pará esta totalmente descaracterizado enquanto Amazônia”, afirma.

Sua primeira história, a "Matinta Pereira do Acampamento", de maio de 1972, foi publicada no extinto Jornal A Folha do Norte, porém, o seu livro "Visagens e Assombrações de Belém" só veio a ser publicado 16 anos depois, com apoio do então secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Acyr Castro. A editora era a Falângula.

O livro Visagens e Assombrações de Belém é a sua publicação mais conhecida, no qual o autor nos leva em uma viagem pelo imaginário popular, através de histórias de visagens e assombrações, frutos de suas pesquisas de campo pela cidade de Belém. Ele já foi base para produção do roteiro de longas e curta-metragem, entre eles a animação Visagem (2006), do diretor paraense Roger Elarrat.


Seus livros são usados em escolas e universidades publicas e particulares. Walcyr é reconhecido por muitos como um simbolo da resistência cultural, pois, busca através de seus livros registrar aquele saber popular que antes era transmitido em grande parte através da oralidade, preservando assim um traço da nossa cultura que está se perdendo.


Obras publicadas

Visagens e Assombrações de Belém
Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia (coleção)
Cosmopoemas
Miscêlanea ou Vida em Turbilhão
As Íncriveis Histórias do Caboclo do Pará
Histórias Brasileiras e Portuguesas para Crianças
Presente de Natal