quarta-feira, 29 de maio de 2013

[Prorrogado até o dia 17 de junho] Prêmio Itaú-Unicef inscreve até sexta-feira

O Prêmio Itaú-Unicef que aponta novos caminhos para tornar realidade o acesso à educação integral das crianças e adolescentes inscreve para a sua 10ª edição até sexta-feira (31).
Ele identifica e premia os bons projetos socioeducativos, ou seja, certifica a qualidade dos serviços. Com isso, organizações que desenvolvem projetos socioeducativos fundamentais para suas comunidades e que são contempladas, têm seus esforços reconhecidos e suas ações servem de exemplo para outras organizações, além de favorecer captação de recursos e a adesão de novos parceiros.
        Nesta edição, todas as organizações que inscreverem seus projetos no Prêmio receberão duas publicações sobre Educação Integral, e os gestores e educadores serão convidados a participar de processos de formação presenciais e a distância. Além disso, os projetos vencedores recebem prêmios em dinheiro.


Podem ser inscritos projetos que desenvolvem ações socioeducativas, de atendimento direto a crianças, adolescentes e jovens, planejados e executados por organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos, constituídas e com sede no território nacional.
O Projeto Educação para a Vida - PROEVI  da Associação Assistencial Espírita Lar de Maria recebeu a certificação do Prêmio Itaú-Unicef nos anos de 2009 e 2011, além do reconhecimento da sociedade para com o trabalho social realizado pela Casa.

* As informações completas, bem como o regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site do Prêmio. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Coletivo Quadro a Quadro lança curtas inéditos no Sesc Boulevard



O coletivo independente de cinema “Quadro a Quadro”, lança na noite dessa quarta-feira (22), no Centro Cultural Sesc Boulevard, dois curtas-metragens inéditos. “Espelho e Silêncio" de Vince Souza e "Fotodramas" de Tiago Freitas serão os destaques, haverá, ainda, a exibição de outras três produções anteriores do grupo, seguidas de um bate-papo com o público. A programação tem inicio às 19h, com entrada franca.
O grupo surgiu em outubro de 2012, e reuniu pessoas que tem como uma paixão em comum o cinema. O objetivo do “Quadro a Quadro” não é só o de apreciar obras cinematográficas, mas de produzir seu próprio conteúdo, além de desenvolver a prática e a reflexão em torno do cinema independente na Amazônia.
Desde então, Rodolfo Mendonça, Rafael Samora, Raquel Minervino, Tiago Freitas, Cássio França, Vince Souza e Marcelo Tavares uniram esforços para a realização e lançamento das três primeiras produções do Quadro a Quadro, “Do Amor”, “Em” e “Entre Portas”.

Cena de 'Em', de Raquel Minervino
Segundo Vince Souza, que lança o inédito “Espelho e Silêncio", a expectativa para o evento é grande. “Dessa vez, além dos três primeiros trabalhos ainda vamos lançar mais dois em um espaço diferente, no Sesc. Vai ser a primeira sessão do Quadro a Quadro sem o Rodolfo, Raquel e Rafael que estão no Rio de Janeiro mas que não saíram do coletivo”, afirma.
O jovem cineasta conta que a dinâmica será a mesma do lançamento dos trabalhos anteriores, “apresentação, exibição dos curtas e logo em segunda um bate-papo com o público”.
Além da formação inicial, que permanece mesmo com integrantes em outro estado, o grupo recebeu nos últimos meses o reforço de mais dois novos integrantes: Lériton Brito, fotógrafo e vídeo maker, e Igor Gurjão, calouro de Cinema e Audiovisual da UFPA.

Filmes que serão exibidos na Mostra:

'Do Amor', de Rodolfo Mendonça
Sinopse: Sem alma cruel, cretino, descarado e filho da mãe.

 'Em', de Raquel Minervino
Sinopse: Livremente inspirado no poema 'O Tempo', de Max Martins, o curta fala do corte sútil, sorrateiro e abrupto que vai sendo tecido a cada pão partilhado. Fala da faca que sempre esteve e sempre estará ansiosa e pungente, por dilacerar os nós.

'Entre Portas', de Rafael Samora
Sinopse: Pesadelos recorrentes atormentam a vida de um jovem. Em uma noite, porém, a lucidez invade o seu sono.

'Espelho e Silêncio' de Vince Souza
Sinopse: Livremente inspirado no texto homônimo de Emanuel Meireles. Sozinho em uma velha casa, um homem convive em um denso silêncio. Entre alguns objetos, um espelho que lhe despertou algo levando a uma danação.

'Fotodramas' de Tiago Freitas
Sinopse: Retratos do cotidiano que apresentam uma proposta de construir e desconstruir conceitos.

SERVIÇO: Coletivo Quadro a Quadro lança curtas inéditos no Sesc Boulevard. Dia 22 de maio, às 19h, no SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523 - em frente à Estação das Docas). Informações: (91) 3224-5305/5654 ; (91) 4005-9584 e sescboulevard@gmail.com . 

terça-feira, 14 de maio de 2013

No clima da Moda - A adaptação climática e social da moda num paralelo entre a Belém de 1897 e a de 2013



Casal paraense vestido à moda européia.
Foto: Fidanza (Acervo Guy Veloso)
Quem conhece Belém sabe o calor é uma de suas marcas registradas. Não temos estações definidas, e o nosso inverno (de dezembro a abril) é o período que mais chove nesta região. A população adapta as tendências da moda mundial ao calor local.

Se hoje a mulher e o homem contemporâneos de Belém podem ir trabalhar de bermuda (dependendo do emprego, claro), em 1897 as coisas eram bem diferentes. Nos jornais como A Folha do Norte e a Província do Pará que circulavam na época, encontrávamos anúncios de luvas, casacos, botas e outros artigos à moda europeia.

A Belém de antigamente era de temperatura um pouco mais amena, pois não tinha o asfalto em brasa cobrindo grande parte da cidade, e nem os enormes edifícios formando ilhas de calor, impedindo que o vento circule.

A polução mais abastada adquiria tecidos importados em lugares como a loja "Paris N'América”, em funcionamento até hoje.

A cultura europeia era importada e artificial, não condizia com a nossa realidade amazônida. Belém era quente e sem infraestrutura, grande parte sua população não tomava banho em locais privados, mas sim, nos espaços públicos, onde estavam localizados poços e fontes, além é claro do litoral banhado pelo rio Guamá.
Moda de rua na Belém atual - Foto: Deborah Cabral

O calor era grande, e a preocupação com a preservação da moral era maior ainda, tanto que Antônio Lemos, (intendente que administrou Belém no período de 1897 a 1910), consolidou a lei municipal de Códigos e Posturas, advertindo, por exemplo, que era “proibido chegar à janela ou porta em traje indecente ou em completa nudez, ou conservar-se em casa em tais condições, de maneira que seja visto pelos transeuntes" (Lei n° 158 de 17 de dezembro de 1897, artigo 128).

A vida privada já era de domínio publico. Mas essa não era a Belém de verdade. Historicamente aculturada e reprimida em virtude da colonização portuguesa, sua população, que é essencialmente cabocla e ribeirinha; após a Cabanagem (movimento popular que levou ao poder os que pediam a total independência da Província), valorizou sua herança cultural.

Hoje, o calor nos limita a alguns modelos de roupas, antigamente a nossa limitação era cultural. Estamos mais bem servidos de lojas que modificam tendências e criam peças especialmente pensadas para a nossa realidade climática. A tecnologia implementada mudou, desde a confecção de tecidos até à adaptação dos mesmos em corte e costura no ato de fazer a peça em questão.

Então, seja se refrescando sob o ar-condicionado, ou aproveitando o verão paraense, nós temos uma identidade própria, um jeito de falar, de agir, de pensar que está impresso nas estampas de nossas roupas e nas cores de nosso povo.