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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Walcyr Monteiro, preservação e resistência cultural


“É nos velhos contos que o homem poderá reencontrar sua verdadeira identidade, sua identidade mágica. Para isso, deverá sair de sua cristalização intelectual e ultrapassar a concepção do símbolo que, embora energético, não deixa de ser bastante abstrato." (Mario Mercier, 1980)

Escritor brasileiro e jornalista, Walcyr Monteiro alcançou reconhecimento no Brasil e no exterior pelo seu trabalho e pesquisa em torno dos mitos e lendas da Amazônia. Publicou, financiando na maioria das vezes com dinheiro próprio, diversos livros que trazem histórias do imaginário popular. 

Walcyr Monteiro - Foto: Deborah Cabral

Em seus estudos acerca do imaginário amazônico revela que “muita coisa da nossa cultura esta se perdendo”. Com a globalização, o fluxo de pessoas e de informações na Amazônia vem modificando as relações sociais e o modo de vida das pessoas, como no caso do Sul do Pará com a chegada dos Grandes Projetos de exploração mineral. “O Sul do Pará esta totalmente descaracterizado enquanto Amazônia”, afirma.

Sua primeira história, a "Matinta Pereira do Acampamento", de maio de 1972, foi publicada no extinto Jornal A Folha do Norte, porém, o seu livro "Visagens e Assombrações de Belém" só veio a ser publicado 16 anos depois, com apoio do então secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Acyr Castro. A editora era a Falângula.

O livro Visagens e Assombrações de Belém é a sua publicação mais conhecida, no qual o autor nos leva em uma viagem pelo imaginário popular, através de histórias de visagens e assombrações, frutos de suas pesquisas de campo pela cidade de Belém. Ele já foi base para produção do roteiro de longas e curta-metragem, entre eles a animação Visagem (2006), do diretor paraense Roger Elarrat.


Seus livros são usados em escolas e universidades publicas e particulares. Walcyr é reconhecido por muitos como um simbolo da resistência cultural, pois, busca através de seus livros registrar aquele saber popular que antes era transmitido em grande parte através da oralidade, preservando assim um traço da nossa cultura que está se perdendo.


Obras publicadas

Visagens e Assombrações de Belém
Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia (coleção)
Cosmopoemas
Miscêlanea ou Vida em Turbilhão
As Íncriveis Histórias do Caboclo do Pará
Histórias Brasileiras e Portuguesas para Crianças
Presente de Natal

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A Inocência dos rios em exposição no Mangal das Garças

Foto: Sem titulo - © Deborah Cabral

Aberta desde o dia 13 de dezembro, no Armazém do Tempo do Mangal das Garças a mostra “A inocência dos rios” é uma realização do Governo do Estado por meio da Organização Pará 2000 e Secult com curadoria de Emanuel Franco.

Através de fotografias apresentadas em painéis espalhados por todo Armazém do Tempo, Alexandre Lima, Ana Morkazel, Débora Flor, Deborah Cabral, Elza Lima, Evna Moura, Jeyson Martins, Jonise Nunes, Paula Sampaio, Rafael Araújo, Tarso Sarraf e Valério Silveira apresentam cenas do cotidiano de crianças da região amazônica e de sua relação com a natureza. Além das imagens os visitantes também poderão ter contato com brinquedos criados por artesãos das comunidades ribeirinhas.

Exposição “A inocência dos rios”
Local: Armazém do Tempo no Mangal das Garças
Endereço: Passagem Carneiro da Rocha, s/n. Próximo ao Arsenal de Marinha. Cidade Velha,
Visitação: 13 de dezembro de 2012 até 30 de janeiro de 2013

Texto: Deborah Cabral

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Café Fotográfico da Fotoativa com Guy Veloso e Editor da Revista #ZUM do Instituto Moreira Salles

Foto: Guy Veloso

 O fotógrafo Guy Veloso abriu seu arquivo de mais de 10 mil imagens analógicas feitas nos últimos 10 anos sobre o tema “Penitentes” para uma edição inédita. O ensaio pode ser conferido na Revista #ZUM3, editada pelo Instituto Moreira Salles, com lançamento em Belém no dia 1º de dezembro, às 19h, no auditório do CCBEU. O evento acontece durante o último Café Fotográfico do ano que traz um bate-papo entre o fotógrafo e o editor da revista Thyago Nogueira.

Intitulado A fé na encruzilhada”, o ensaio trás tiras inteiras dos filmes slides produzidos por Veloso, que há uma década se dedica à documentação dos grupos de Penitentes (muitos deles secretos) que desfilam pela noite rezando em encruzilhadas e cemitérios, alguns deles, praticando rituais de autoflagelação.

Foto: Guy Veloso
Desde 2010 na coordenação do Café Fotográfico realizado pela Associação Fotoativa, a fotógrafa Irene Almeida ressalta a importância da parceria com o Instituto Moreira Salles para o lançamento em Belém da #ZUM3. “A revista se destaca por trazer uma leitura diferente do trabalho do paraense Guy Veloso, do qual pinçou as tiras de filme que aparece nesta edição. É uma revista que vem reunindo e criando conteúdos para a discussão e debate sobre e para a Fotografia”, afirma Irene. O ensaio de Veloso vem acompanhado de uma análise feita por José de Souza Martins, escritor e professor de sociologia da Universidade de São Paulo.

Guy Veloso nasceu em Belém (1969), é formado em Direito e tem fotos em acervos de museus e galerias nacionais e internacionais, como a Essex Collection of Art from Latin America, Colchester-Inglaterra; Centro Português de Fotografia, Porto-Portugal; Coleção Joaquim Paiva/MAM-RJ; MAM/SP e Pirelli-MASP. Em 2010, à convite dos curadores Moacir do Anjos e Agnaldo Farias participou da 29º Bienal de São Paulo, a histórica “Bienal da Retomada”.


CAFÉ FOTOGRÁFICO COM GUY VELOSO E THYAGO NOGUEIRA NO LANÇAMENTO DA REVISTA ZUM #3 EM BELÉM
Data: 01 de dezembro de 2012
Horário: 19h
Local: Auditório do CCBEU
Endereço: Travessa Padre Eutíquio, 1309 - Batista Campos.
Site do fotógrafo: http://www.guyveloso.com.br/
Entrada franca


Texto/Assessoria de Imprensa Guy Veloso: Deborah Cabral | debbarabelo@gmail.com | (91) 8832-0485 e(91) 9254-2347

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cosplay em Belém: Entrevista com Vivian Nery


Foto: Inácio Borges
Representando o Pará no concurso Sul-Americano Cosplay Idol do Otaku House, a jornalista Vivian Nery bateu um papo com o blog sobre mercado e referências Cosplay em Belém. 

Jornaleco: Há quanto tempo você é Cosplayer?
Vivian: Sou cosplayer pra valer desde 2004, quando eu mesma procurei fazer minha roupa de cosplay, ir atrás de imagens de referência que mostrassem bem os detalhes da roupa, tecidos, sapatos, costureira, essas coisas. Mas eu usei cosplay pela primeira vez mesmo quando tinha nove anos de idade. Na época, minha irmã que arrumou toda a roupa e me levou ao evento. Infelizmente nem tenho fotos desse momento épico da minha vida, pois como filmes para câmera eram caros, nem sempre tínhamos dinheiro para comprar e revelar. Mas foi desde esse momento da minha infância que me apaixonei pelo cosplay.