segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mostra “Fronteira Norte” segue em visitação até maio no Sesc Boulevard


Aberta desde o dia 04 de abril, a mostra fotográfica “Fronteira Norte – aproximando a Amazônia” já contou com a visitação de mais de trezentas pessoas. Seu objetivo é compartilhar com o público algumas histórias, contribuições e experiências do Acervo Fotográfico da Primeira Comissão Demarcadora de Limites – PCDL. A visitação segue até o dia 26 de maio, com entrada franca.
A Primeira Comissão Demarcadora de limites do país foi encarregada por colocar limites nas fronteiras do território nacional com os países do Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. 
As imagens que integram a mostra abrangem as décadas de 1920 a 1970 e fazem parte do livro "Fronteira Norte: demarcando e aproximando a Amazônia”. Além das fotografias, o visitante encontrará equipamentos utilizados durante as missões demarcatórias, contando parte da história construída pelos trabalhadores responsáveis pelo desbravamento, demarcação e definição do território nacional.
Fotos: Acervo da Primeira Comissão Demarcadora de Limites
Segundo o fotógrafo e pesquisador Patrick Pardini, “para a seleção das imagens que compõem a mostra foi levada em conta a sua acuidade artística, uma qualidade propriamente fotográfica (fotografia enquanto linguagem, meio de expressão)”.
            Além da exposição, o visitante pode vir conhecer o acervo permanente do Sesc Boulevard, composto máquinas e equipamento fotográficos de distintas épocas, incluindo as câmeras artesanais (“lambe-lambe”); e esculturas em diversos materiais como bronze, mármore e biscuit, produzidas em sua  maioria entre os séculos XIX e XX.

SERVIÇO: Mostra Fotográfica “Fronteira Norte - Aproximando a Amazônia". Visitação até 26 de maio, das 10 às 21h, no SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523 - em frente à Estação das Docas). Informações: (91) 3224-5305/5654 ; (91) 4005-9584 e sescboulevard@gmail.com . Entrada franca

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Adolescentes do Projeto Despertar para a Cidadania ajudam na revitalização do espaço do projeto



Detalhe da área do projeto revitalizada - Foto: Deborah Cabral
Desde janeiro os trabalhos de revitalização, ampliação e adequação dos espaços usados nos atendimentos dos projetos sociais do Lar de Maria foram intensificados. Extintores de incêndio foram instalados, a parte elétrica foi avaliada, identificações foram feitas, entre outras ações.

Felipe e José Fabrício - Foto: Deborah Cabral
A satisfação foi grande quando dois jovens atendidos pelo Projeto Despertar para a Cidadania que estavam por perto da Casa vieram por conta própria, participar da construção de um espaço que é deles.

Durante quatro dias Felipe Caynã (14 anos) e José Fabrício (13 anos) fizeram trabalhos de pintura simples e com desenho geométrico em espaço dos projetos Educação para a Vida - PROEVI e Despertar para a Cidadania. “A gente estava trabalhando e ao mesmo tempo aprendendo uma profissão”, conta Felipe.

Todos os funcionários da Associação e atendidos do Projeto Despertar souberam da participação voluntária deles. A notícia agregou mais jovens à ação, como Tarcísio e Raíssa que quando souberam da novidade vieram ao Lar de Maria ajudar nos trabalhos.

O arte-educador Benedito Nelson conta que ficou muito feliz com a atitude dos rapazes, pois sempre defendeu a participação voluntária dos atendidos nos trabalhos manuais e artísticos da Casa. “Eles chegaram e disseram que queriam ajudar, e ai a gente começou a trocar ideias sobre como ia ser feita essa pintura”, lembra.

Em sua fala observa-se a importância da construção coletiva na construção do Lar de Maria e na formação social daqueles que passam pela Associação. “É sinal que o trabalho esta sendo bem feito”, conclui.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mesa-redonda sobre gênero, raça e representação negra marca abertura de seminário no IFCH


           O evento é uma realização em conjunto do II Seminário sobre Pesquisas em HIV e do I Seminário sobre gênero e raça na UFPA, que tem como objetivos as trocas cientificas entre pesquisadores, estudantes e profissionais  além de discutir as temáticas de gênero, raça e politicas publicas.

Eleanor Palhano, representante da Casa Brasil África iniciou sua fala sobre os projetos desenvolvidos na UFPA para a raça negra, em especial a Casa Brasil África que realiza estudos internacionais sobre a representação do negro na sociedade. Em sua apresentação traçou um panorama do histórico da Casa e do continente africano. Ressaltou ainda, a necessidade de que mais brasileiros comecem a viajar para os países da África, o que não ocorre atualmente, pois segundo ela há um desinteresse pela história da civilização africana, gerando com isso a reprodução de visões equivocadas sobre o negro. “Nós ainda não superamos esse racismo, temos muito que fazer, e que estudar”, enfatiza.

Cristiane Gonçalves, da UNIFESP falou dos estudos realizados sobre a temática “Juventude, gênero e raça”. Através da apresentação de marcadores sociais que informam e constroem representações de hierarquias e discriminação, ela mostrou os sistemas classificatórios como resultados de produções culturais e históricas. Em sua fala foi possível observar a necessidade de que as politicas públicas sejam estruturadas a partir da compreensão complexa entre marcadores sociais e diferença, e para que isso ocorra de maneira efetiva é fundamental que o conhecimento para a formulação dessas politicas públicas venha a partir dos territórios e dos sujeitos envolvidos.

A psicóloga e professora de psicologia Dorotea Cristo, participante do evento, ressaltou a importância de um seminário como esse e da necessidade de se trabalhar essas questões dentro da universidade. “Você falar de gênero, de relações raciais, temas que a psicologia atualmente vem debatendo é muito importante, pois ai se faz a relação de uma coisa com a outra. Você amplia e não reduz o debate, esse é o diferencial”.

A programação do II Seminário sobre Pesquisas em HIV e I Seminário sobre gênero e raça na UFPA vai até amanhã (22), e inicia às 14h no auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Walcyr Monteiro, preservação e resistência cultural


“É nos velhos contos que o homem poderá reencontrar sua verdadeira identidade, sua identidade mágica. Para isso, deverá sair de sua cristalização intelectual e ultrapassar a concepção do símbolo que, embora energético, não deixa de ser bastante abstrato." (Mario Mercier, 1980)

Escritor brasileiro e jornalista, Walcyr Monteiro alcançou reconhecimento no Brasil e no exterior pelo seu trabalho e pesquisa em torno dos mitos e lendas da Amazônia. Publicou, financiando na maioria das vezes com dinheiro próprio, diversos livros que trazem histórias do imaginário popular. 

Walcyr Monteiro - Foto: Deborah Cabral

Em seus estudos acerca do imaginário amazônico revela que “muita coisa da nossa cultura esta se perdendo”. Com a globalização, o fluxo de pessoas e de informações na Amazônia vem modificando as relações sociais e o modo de vida das pessoas, como no caso do Sul do Pará com a chegada dos Grandes Projetos de exploração mineral. “O Sul do Pará esta totalmente descaracterizado enquanto Amazônia”, afirma.

Sua primeira história, a "Matinta Pereira do Acampamento", de maio de 1972, foi publicada no extinto Jornal A Folha do Norte, porém, o seu livro "Visagens e Assombrações de Belém" só veio a ser publicado 16 anos depois, com apoio do então secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Acyr Castro. A editora era a Falângula.

O livro Visagens e Assombrações de Belém é a sua publicação mais conhecida, no qual o autor nos leva em uma viagem pelo imaginário popular, através de histórias de visagens e assombrações, frutos de suas pesquisas de campo pela cidade de Belém. Ele já foi base para produção do roteiro de longas e curta-metragem, entre eles a animação Visagem (2006), do diretor paraense Roger Elarrat.


Seus livros são usados em escolas e universidades publicas e particulares. Walcyr é reconhecido por muitos como um simbolo da resistência cultural, pois, busca através de seus livros registrar aquele saber popular que antes era transmitido em grande parte através da oralidade, preservando assim um traço da nossa cultura que está se perdendo.


Obras publicadas

Visagens e Assombrações de Belém
Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia (coleção)
Cosmopoemas
Miscêlanea ou Vida em Turbilhão
As Íncriveis Histórias do Caboclo do Pará
Histórias Brasileiras e Portuguesas para Crianças
Presente de Natal

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A Inocência dos rios em exposição no Mangal das Garças

Foto: Sem titulo - © Deborah Cabral

Aberta desde o dia 13 de dezembro, no Armazém do Tempo do Mangal das Garças a mostra “A inocência dos rios” é uma realização do Governo do Estado por meio da Organização Pará 2000 e Secult com curadoria de Emanuel Franco.

Através de fotografias apresentadas em painéis espalhados por todo Armazém do Tempo, Alexandre Lima, Ana Morkazel, Débora Flor, Deborah Cabral, Elza Lima, Evna Moura, Jeyson Martins, Jonise Nunes, Paula Sampaio, Rafael Araújo, Tarso Sarraf e Valério Silveira apresentam cenas do cotidiano de crianças da região amazônica e de sua relação com a natureza. Além das imagens os visitantes também poderão ter contato com brinquedos criados por artesãos das comunidades ribeirinhas.

Exposição “A inocência dos rios”
Local: Armazém do Tempo no Mangal das Garças
Endereço: Passagem Carneiro da Rocha, s/n. Próximo ao Arsenal de Marinha. Cidade Velha,
Visitação: 13 de dezembro de 2012 até 30 de janeiro de 2013

Texto: Deborah Cabral